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    Ninguém sabe ainda, exatamente, qual será o número final de vítimas da tragédia provocada pelo rompimento de uma barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

    Nem mesmo se todos serão encontrados. Até agora, as estatísticas do Corpo de Bombeiros falam em 58 mortos e cerca de 300 desaparecidos. Duas certezas, no entanto, se destacam na lama dos escombros. A primeira: seja qual for a lista de mortos e feridos, ela será majoritariamente composta por funcionários próprios ou terceirizados da Vale. A segunda: este já é o maior acidente de trabalho da história do Brasil.

    Segurança do Trabalho

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou neste domingo (27) que realizará um diagnóstico da tragédia em Brumadinho (MG) para apurar as responsabilidades trabalhistas envolvidas no rompimento de barragem de rejeitos de minério da Mina Córrego do Feijão, explorada pela mineradora Vale.

    Por meio de nota, o MPT informou que integrará força-tarefa institucional criada na noite de sexta-feira (25). O objetivo é aperfeiçoar as normas de segurança de trabalho e adotar procedimentos para reduzir riscos de novos acidentes de trabalho em área de mineração.

    O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Curado Fleury, disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o rompimento da barragem em Brumadinho (MG) pode ser considerado o maior acidente de trabalho da história do País, caso o número de mortos ultrapasse 69 – total de trabalhadores que morreram no desabamento do pavilhão de exposições do Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, em 1971.

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